Uma Razão para o Sentido – Quão gratificante é, ouvirmos ecoar, através das mais diversas formas da mídia, as notícias que gradativamente chegam a todos os cantos do mundo. Intuição e prática, conhecimento e fé, ciência e religião, cada vez mais próximos… Estudos e pesquisas cada vez mais nos falam da integração corpo e alma.

Desde Sócrates e Platão, e passando por uma infinidade de outros famosos nomes, o biológico e o psíquico sempre foram alvo de atenção. Separados por uns, aglutinados por outros, corpo e psique sempre suscitaram o desvendar de mais e mais conhecimentos. A medicina evoluiu; antropologia, filosofia e psicologia colaboraram nessa caminhada evolutiva.

Separados ainda, mas não divididos, sentido e razão aproximam-se de uma unicidade, na qual holismo e ecumenismo fazem com que razão e intuição e pensamento positivo e oração, caminhem juntos.

Nada mais coerente lembrar então de um ser, o ser humano… Com seu corpo biofísico, com seu viver e conviver… Com sua infinidade de sonhos, reais e imaginários e com sua interioridade maior, a sua espiritualidade.

Tudo isso nos lembra a vida, uma vida integral, em toda a sua plenitude. É… faz sentido, sentirmos toda essa vibração, falando ao nosso próprio eu, lembrando essa integração que nos acompanha. E como é bom vermos manchetes que falam dessa integralidade do ser, como é bom sabermos o quanto faz sentido, o sentido da vida… Objetivos propostos, metas a alcançar, o corpo é quem age, mas o espírito é quem comanda… Povos antigos já acreditavam, já falavam de uma instância maior.

No século passado, o médico Viktor Frankl, criador da psicoterapia do sentido da vida (Logoterapia), falou e viu, ouviu e sentiu. Escreveu suas teorias e vivenciou a prática, como prisioneiro, nos campos de concentração pelos quais passou. E reagiu, superou, venceu… Seus livros contam suas experiências e seus sofrimentos deixaram o entendimento do que atualmente se constata: a grande importância, o valor do sentido da vida.

Por tudo isso, lembremo-nos então do biológico, do social e do psíquico, não em camadas ou em grupos estanques, mas de uma sequência, lógica, gradativa ou de um caminhar constante à mais profunda instância do eu. E essa instância é o núcleo espiritual, é a instância noética. É a energia transformadora, oculta, mas que, quando necessário, revela-se, levando à transcendência.

Cuidemos então da vida, tratando da nossa unicidade. Evoluamos na existência, tratando da vida. Se fizermos por nós, fazemos também por outrem, se fazemos por outrem consequentemente crescemos juntos. Somos cada qual uma individualidade, que necessita, porém, da coletividade. Lutemos e cresçamos, aglutinemos forças, pois saindo de nós a vida nos chegará, e indo em direção ao mundo, certamente chegaremos até nós.

Geraldo Vieira de Magalhães
Psicólogo – CRP 08/06392
Tel.: (41) 9141-3141
gvm.vieira@terra.com.br