Viver o Presente – Não estamos livres das pressões costumeiras da vida. Em que idade for sempre nos deparamos com situações que exigem respostas, decisões…

Temos a liberdade de decidir, deixar que decidam por nós ou que a vida assim o faça, mas, seja em que instância for o que ficou estabelecido não deixa de ter um pouco, ou muito, de nossa responsabilidade.

Refletimos, por termos feito ou deixado de fazer algo. Podemos lembrar, do que poderia ter sido ou não ter acontecido, em várias situações. E, ainda, o que teríamos evitado, ou conseguido alcançar…

Seja na escolha da profissão ou quanto àquela moradia. Seja quanto ao tipo de veículo ou quanto à tentativa em outra cidade. Seja morar em outro país ou ao sim àquela pessoa. E em muitas outras situações as pressões da escolha sempre se fazem presentes.

E, sendo assim, estamos com frequência pensando no semear do passado e, por conseguinte, na colheita do presente. Deixamo-nos influenciar pelo tipo de semente lançada e não pelo benefício por ela proporcionado.

Mas, seja para o quê ou para quem, por qual motivo ou circunstância, sempre se colhe algum benefício, até mesmo, e principalmente, o da experiência…

Muitas vezes o resultado de nossas aspirações pode não ter sido o esperado, mas o trilhar de um caminho sempre trás o conhecimento, traduzido em: nessa estrada avançarei ou por esse caminho não mais voltarei…

Viver é uma constante experiência e os erros talvez cometidos no passado certamente transformam-se em conhecimentos a serem utilizados no presente, visando acertos futuros.

Não nos importemos, pois, com as falhas cometidas e nem nos lamentemos pelo que achamos ter perdido ou deixado de conquistar.

Acostumemo-nos sim, a lembrar positivamente do vivido, do experienciado, do termos sido, e de todo o proveito tirado das situações as quais tenhamos participado.

A existência não finda no presente, agora estabelecido, tampouco findará no futuro alcançado, e o ter que decidir é constante, caminha em paralelo. Sempre haverá um momento de sim ou não, como também tempo e ocasião de resgatar, de reagir e redirecionar, de recomeçar…

A vida é dinâmica e constantemente temos que responder ao chamado da responsabilidade. Embora sintamos influências e lembranças do ontem e embora vivamos em função do amanhã, não devemos esquecer que a melhor ocasião ou o melhor momento é o agora, é o já. É nele que contornaremos o ocorrido no passado e é nele que lançaremos as bases, que alicerçarão e fortalecerão a construção do nosso futuro.

Geraldo Vieira de Magalhães
Psicólogo – CRP 08/06392
gvm.vieira@terra.com.br
Tel.: (41) 9141-3141