Antropologia, Filosofia e Psicologia

Há muito tempo atrás, os fortes temporais que desabavam sobre a face da terra traziam o pânico, quando os relâmpagos irrompiam, repentinamente. Os estrondos, causados pelos trovões, não eram menos assustadores.

O sol e a lua eram divindades, simbolizando algo que não se conhecia, pois existiam, e tinham que ter suas finalidades.

O fogo, recém-descoberto, passou a ter utilidades, não servindo apenas para causar queimaduras.

Outras associações e descobertas faziam parte desse contexto lento, porém gradativo da pré-história. Peles de animais transformaram-se em vestimentas. Pedras e madeiras foram se transformando em variados tipos de utensílios. Pinturas na rocha e outras marcas deixadas escondiam enigmas a serem decifrados.

E assim, o antigo homem necessitava, instintivamente, associar, referenciar e simbolizar, fatos presenciados e vividos.

Essas transformações careceram de um estudo amplo e abrangente, que se reportasse às raízes mais antigas. Surge então a Antropologia, com a tarefa de estudar a evolução do homem, em seu contexto biológico, social e cultural.

Mais tarde, na sequência evolutiva, uma nova fase. É o ser humano que faz indagações, que almeja por respostas. Quer ampliar o saber, quer conhecer a si próprio e o modo de interagir, com tudo o que lhe rodeia. É a fase da procura por um saber, que possa desvendar mistérios, explicar causas e efeitos. É a Filosofia, com os pensadores, com os sábios…

Sócrates, Platão, Aristóteles e Pitágoras, foram alguns dos que sabiam da necessidade do saber, em toda a sua magnitude cultural e social. Na oratória, nos provérbios, pensamentos e textos, as associações e símbolos também se faziam presentes. Levavam à reflexão, nos ensinamentos, conselhos e exortações ao crescimento do homem, quanto aos valores, éticos, morais e espirituais.

Bem mais adiante, hipóteses e interpretações tentam decifrar associações, referências e símbolos, que ainda se fazem presentes na busca por si mesmo. Realidades internas e externas. Pensamento, comportamento, hereditariedade e meio ambiente. Condicionamento, motivação, aprendizagem, estímulo e resposta… É a Psicologia, se propondo a desvendar, entender e auxiliar, em questões as mais diversas, principalmente naquelas que envolvem o âmbito psíquico e emocional. É a ciência do auxílio à amplitude do contexto do ser, do ser humano, em suas buscas, em seus questionamentos, anseios e diversas necessidades. Em quais questões sejam, esse conhecimento se esforça para também decifrar, elucidar e responder as insatisfações e inquietações humanas.

Passaram-se os anos e séculos, milênios e épocas, mas as buscas não cessam, continuam.

E aí estão: Antropologia, Filosofia e Psicologia, diferentes em suas definições, iguais em seus objetivos, de estudar e compreender, de contribuir e auxiliar. Três ciências unidas, nos aspectos cultural, social e mental. Uma integração de conhecimentos, visando proporcionar melhor entendimento e condições, para uma vida mais consciente e estruturada, equilibrada, harmoniosa e feliz.

Geraldo Vieira de Magalhães
Psicólogo – CRP 08/06392
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