Felicidade e Paz

Felicidade e Paz

Mais se acelera o tempo, mais se corre em busca de si mesmo.  Sabe-se não serem poucas as dificuldades, mormente nos dias atuais.  Sabe-se também serem muitas, as angústias e preocupações.

Vencer é uma arte, e nem sempre conseguimos dar as tão almejadas cores às nossas telas.

Quais motivos se encerrarão nas profundezas da mente?  Que razões se esconderão no íntimo dos corações?

A vida é singular, os motivos sempre se nos apresentam no plural.

Variados objetivos fazem parte de cada individualidade, e cada unicidade procura por caminhos os mais variados, que levarão às mais diferentes metas. Os objetivos alcançados por uns, não são os que satisfazem a outros.  E nesse emaranhado de sentimentos, nessa busca desenfreada pelo momento da chegada, esquecemos, muitas vezes, de usufruir o sentido da partida, de aproveitar o significado da caminhada…

O alcançar do objetivo proposto é importante, e isso não podemos negar, pois é nele que sentiremos mais de perto o reforço da realização e a gratificação da autoestima.  Mas não devemos, porém, nunca nos esquecer de que a procura pela felicidade já é uma forma de ser feliz.  E pensar assim, fará com que as satisfações cotidianas atuem como um gerador de energias, nos impulsionando para o que queremos conquistar, aos sonhos que queremos realizar.

É necessário também estarmos atentos, à grande importância de tudo que está ao nosso redor, pois às vezes não percebemos que muito do que pensamos estar longe, está mais próximo do que imaginamos.

Devemos, portanto, sempre nos lembrar, que os momentos de tranquilidade e alegrias constantes em nosso dia a dia, se sabiamente aproveitados, terão para nós o mesmo significado, o mesmo sentido, e serão sempre sinônimos dessa igualdade, tão presentes em nossas aspirações, denominadas de felicidade e paz.

 

Geraldo Vieira de Magalhães

Psicólogo  –  CRP 08/06392

gvm.vieira@terra.com.br

Tels.:  (41)  3223-9101  –  9 9141-3141

Viver o Presente

Viver o Presente

Não estamos livres das pressões costumeiras da vida, pois sempre nos deparamos com situações que exigem respostas, decisões…

Temos a liberdade de decidir, deixar que decidam por nós ou que a vida assim o faça, mas, seja em que instância for o que ficou estabelecido não deixa de ter um pouco, ou muito, de nossa responsabilidade.

Refletimos, por termos feito ou deixado de fazer algo.  Podemos lembrar, do que poderia ter sido ou não ter acontecido, em várias situações.  E, ainda, o que teríamos evitado, ou conseguido alcançar…

Seja na escolha da profissão ou quanto àquela moradia.  Seja quanto ao tipo de veículo ou quanto à tentativa em outra cidade.  Seja morar em outro país ou ao sim àquela pessoa.  E em muitas outras situações as pressões da escolha sempre se fazem presentes.

E, sendo assim, estamos com frequência pensando no semear do passado e, por conseguinte, na colheita do presente.  Deixamo-nos influenciar pelo tipo de semente lançada e não pelo benefício por ela proporcionado.

Mas, seja para o quê ou para quem, por qual motivo ou circunstância, sempre se colhe algum benefício, até mesmo, e principalmente, o da experiência…

Muitas vezes o resultado de nossas aspirações pode não ter sido o esperado, mas o trilhar de um caminho sempre trás o conhecimento, traduzido em: nessa estrada avançarei ou por esse caminho não mais voltarei…

Viver é uma constante experiência e os erros talvez cometidos no passado certamente transformam-se em conhecimentos a serem utilizados no presente, visando acertos futuros.

Não nos importemos, pois, com as falhas cometidas e nem nos lamentemos pelo que achamos ter perdido ou deixado de conquistar.

Acostumemo-nos sim, a lembrar positivamente do vivido, do experienciado, do termos sido, e de todo o proveito tirado das situações as quais tenhamos participado.

A existência não finda no presente, agora estabelecido, tampouco findará no futuro alcançado, e o ter que decidir é constante, caminha em paralelo.  Sempre haverá um momento de sim ou não, como também tempo e ocasião de resgatar, de reagir e redirecionar, de recomeçar…

A vida é dinâmica e constantemente temos que responder ao chamado da responsabilidade. Embora sintamos influências e lembranças do ontem e embora vivamos em função do amanhã, não devemos esquecer que a melhor ocasião ou o melhor momento é o agora, é o já.  É nele que contornaremos o ocorrido no passado e é nele que lançaremos as bases, que alicerçarão e fortalecerão a construção do nosso futuro.

 

Geraldo Vieira de Magalhães

Psicólogo – CRP 08/06392

E-mail:  gvm.vieira@terra.com.br

Tels.: (41)  3223-9101  –  9 9141-3141

Uma Razão para o Sentido

Uma Razão para o Sentido

Quão gratificante é, ouvirmos ecoar, através das mais diversas formas da mídia, as notícias que gradativamente chegam a todos os cantos do mundo.  Intuição e prática, conhecimento e fé, ciência e religião, cada vez mais próximos… Estudos e pesquisas cada vez mais nos falam da integração corpo e alma.

Desde Sócrates e Platão, e passando por uma infinidade de outros famosos nomes, o biológico e o psíquico sempre foram alvo de atenção.  Separados por uns, aglutinados por outros, corpo e psique sempre suscitaram o desvendar de mais e mais conhecimentos. A medicina evoluiu; antropologia, filosofia e psicologia colaboraram nessa caminhada evolutiva.

Separados ainda, mas não divididos, sentido e razão aproximam-se de uma unicidade, na qual holismo e ecumenismo fazem com que razão e intuição e pensamento positivo e oração, caminhem juntos.

Nada mais coerente lembrar então de um ser, o ser humano… Com seu corpo biofísico, com seu viver e conviver… Com sua infinidade de sonhos, reais e imaginários e com sua interioridade maior, a sua espiritualidade.

Tudo isso nos lembra a vida, uma vida integral, em toda a sua plenitude. É… faz sentido, sentirmos toda essa vibração, falando ao nosso próprio eu, lembrando essa integração que nos acompanha.  E como é bom vermos manchetes que falam dessa integralidade do ser, como é bom sabermos o quanto faz sentido, o sentido da vida…  Objetivos propostos, metas a alcançar, o corpo é quem age, mas o espírito é quem comanda…  Povos antigos já acreditavam, já falavam de uma instância maior.

No século passado, o médico Viktor Frankl, criador da psicoterapia do sentido da vida (Logoterapia), falou e viu, ouviu e sentiu.  Escreveu suas teorias e vivenciou a prática, como prisioneiro, nos campos de concentração pelos quais passou.  E reagiu, superou, venceu… Seus livros contam suas experiências e seus sofrimentos deixaram o entendimento do que atualmente se constata: a grande importância, o valor do sentido da vida.

Por tudo isso, lembremo-nos então do biológico, do social e do psíquico, não em camadas ou em grupos estanques, mas de uma sequência, lógica, gradativa ou de um caminhar constante à mais profunda instância do eu. E essa instância é o núcleo espiritual, é a instância noética.  É a energia transformadora, oculta, mas que, quando necessário, revela-se, levando à transcendência.

Cuidemos então da vida, tratando da nossa unicidade. Evoluamos na existência, tratando da vida.  Se fizermos por nós, fazemos também por outrem, se fazemos por outrem consequentemente crescemos juntos.  Somos cada qual uma individualidade, que necessita, porém, da coletividade.  Lutemos e cresçamos, aglutinemos forças, pois saindo de nós a vida nos chegará, e indo em direção ao mundo, certamente chegaremos até nós.

Geraldo Vieira de Magalhães

Psicólogo  –  CRP 08/06392

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Aceitação é o início da transformação

Aceitação é o início da transformação

“Aceitação é o início para transformação! Muitas vezes queremos entrar no processo de transformação, mas não aceitamos o que está acontecendo, não aceitamos nossa vida, não aceitamos as pessoas. Para poder iniciar qualquer processo, precisamos primeiro de tudo aceitar, aceitar-se em total plenitude, aceitar-se cada pedacinho do nosso corpo, cada situação, aceitar a nossa realidade, nossa história de vida. Pois só somos o que somos hoje devido à nossa história de vida. Vou lhe ajudar, para que você a partir de agora aceite-se como você é. Sugiro que repita pra você cada palavra, com convicção e certeza que tudo vai mudar, pois você quer aprender a se aceitar e se amar incondicionalmente. 💞A partir de agora eu me aceito como eu sou, sem restrições. Aceito cada célula do meu corpo, cada órgão, cada pedacinho do meu corpo, dos pés a cabeça, cada parte que eu gosto e aquelas que não gosto muito, aceito-me como um ser evolutivo que sou. Aceito a minha história de vida, aceito cada pessoa que passou na minha vida, aceito cada pessoa que está nesse momento presente em minha vida, aceito toda a minha realidade nesse momento, aceito tudo que eu tenho, e aceito ser merecedor de ser muito feliz, aceito ter muito sucesso, aceito ter uma vida plena e próspera e abundante, aceito ser um ser de luz. Aceito que eu sou o eu sou. Gratidão 💞 🙏. Assim seja.”

Psicóloga Lourete Ribeiro

Brincadeiras de Criança

Brincadeiras de Criança

Brincadeiras de Criança

Muitos desconhecem, pois lhes fogem à época. Outros tantos já não se lembram, pois se perderam no tempo. Porém não poucos, embora a distância, ainda as guardem na lembrança: as brincadeiras de criança…
As enormes áreas eram testemunhas de muitas alegrias e as ruas proporcionavam não só o caminhar, mas também o brincar. Os grandes quintais eram concorridos, com todas as opções que ofereciam, e suas frondosas árvores eram fontes inesgotáveis de recursos, para o balanço, a casa, o esconderijo…
Locais para diversões não faltavam, proporcionando possibilidades para as mais diversas brincadeiras, como as de roda, a bandeirinha, a amarelinha, o pique e muitas outras…
Os pais não tinham lá tanta preocupação com o andar de bicicleta, de patinete ou de carrinho de rolimãs.
Mas os espaços tão amplos foram diminuindo. Os veículos tomaram conta das ruas e os grandes quintais cederam lugar aos mais variados tipos de imóveis.
Em paralelo, o setor tecnológico ampliou o seu negócio. A TV cada vez mais adentrou os lares, proporcionando um novo tipo de lazer. A comodidade oferecida encontrou apoio, ante a gradativa redução dos espaços.
E aquelas brincadeiras, tão sadias e colaboradoras ao desenvolvimento infantil, foram sendo deixadas de lado, esquecidas…
Surgem os jogos eletrônicos nas mais variadas formas. E assim lá se vão, muitas horas frente a esses estímulos audiovisuais.
Embora as vantagens por um lado, existem as desvantagens por outro, como a falta de contato com as coisas da natureza, como o sol e o ar puro, além do refúgio na individualidade e o favorecimento às disfunções metabólicas, como a obesidade e outras situações nocivas à saúde.
Energia artificial é necessária, inovações tecnológicas de lazer devem ser estendidas à infância, mas não se pode esquecer da força natural, da energia que nasce e cresce dentro de cada criança e que precisa ser libertada, desenvolvida…
Criança necessita de integração, socialização, movimentação e espaço, dar asas à sua imaginação. E para isso, nada melhor do que incentivar, proporcionar e preservar algo que lhe é tão peculiar e inerente, as suas próprias brincadeiras. Espontâneas, criativas, naturais, elas são elementos importantíssimos para um crescimento saudável e, consequentemente, uma vida mais feliz.

Geraldo Vieira de Magalhães
Psicólogo – CRP 08/06392
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Antropologia, Filosofia e Psicologia

Antropologia, Filosofia e Psicologia

Antropologia, Filosofia e Psicologia

Há muito tempo atrás, os fortes temporais que desabavam sobre a face da terra traziam o pânico, quando os relâmpagos irrompiam, repentinamente. Os estrondos, causados pelos trovões, não eram menos assustadores.

O sol e a lua eram divindades, simbolizando algo que não se conhecia, pois existiam, e tinham que ter suas finalidades.

O fogo, recém-descoberto, passou a ter utilidades, não servindo apenas para causar queimaduras.

Outras associações e descobertas faziam parte desse contexto lento, porém gradativo da pré-história. Peles de animais transformaram-se em vestimentas. Pedras e madeiras foram se transformando em variados tipos de utensílios. Pinturas na rocha e outras marcas deixadas escondiam enigmas a serem decifrados.

E assim, o antigo homem necessitava, instintivamente, associar, referenciar e simbolizar, fatos presenciados e vividos.

Essas transformações careceram de um estudo amplo e abrangente, que se reportasse às raízes mais antigas. Surge então a Antropologia, com a tarefa de estudar a evolução do homem, em seu contexto biológico, social e cultural.

Mais tarde, na sequência evolutiva, uma nova fase. É o ser humano que faz indagações, que almeja por respostas. Quer ampliar o saber, quer conhecer a si próprio e o modo de interagir, com tudo o que lhe rodeia. É a fase da procura por um saber, que possa desvendar mistérios, explicar causas e efeitos. É a Filosofia, com os pensadores, com os sábios…

Sócrates, Platão, Aristóteles e Pitágoras, foram alguns dos que sabiam da necessidade do saber, em toda a sua magnitude cultural e social. Na oratória, nos provérbios, pensamentos e textos, as associações e símbolos também se faziam presentes. Levavam à reflexão, nos ensinamentos, conselhos e exortações ao crescimento do homem, quanto aos valores, éticos, morais e espirituais.

Bem mais adiante, hipóteses e interpretações tentam decifrar associações, referências e símbolos, que ainda se fazem presentes na busca por si mesmo. Realidades internas e externas. Pensamento, comportamento, hereditariedade e meio ambiente. Condicionamento, motivação, aprendizagem, estímulo e resposta… É a Psicologia, se propondo a desvendar, entender e auxiliar, em questões as mais diversas, principalmente naquelas que envolvem o âmbito psíquico e emocional. É a ciência do auxílio à amplitude do contexto do ser, do ser humano, em suas buscas, em seus questionamentos, anseios e diversas necessidades. Em quais questões sejam, esse conhecimento se esforça para também decifrar, elucidar e responder as insatisfações e inquietações humanas.

Passaram-se os anos e séculos, milênios e épocas, mas as buscas não cessam, continuam.

E aí estão: Antropologia, Filosofia e Psicologia, diferentes em suas definições, iguais em seus objetivos, de estudar e compreender, de contribuir e auxiliar. Três ciências unidas, nos aspectos cultural, social e mental. Uma integração de conhecimentos, visando proporcionar melhor entendimento e condições, para uma vida mais consciente e estruturada, equilibrada, harmoniosa e feliz.

Geraldo Vieira de Magalhães
Psicólogo – CRP 08/06392
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